teatro combina com política?

Quem sou eu

Somos um grupo humano, de pessoas, que querem fazer do teatro uma maneira de expressão, de conquista da liberdade, de inserção e intervenção na sociedade. Somos contra qualquer intolerancia e autoritarismo. Somos a favor do amor e da mudança do mundo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

POLÍCIA TENTA PARAR APRESENTAÇÃO DO LEVANTA FAVELA NA ESQUINA "DEMOCRÁTI...

No dia 16 de Outubro de 2010 a Esquina "Democrática" voltou a ser palco de embate. A Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta FavelA... apresentava sua montagem de Teatro de Rua Árvore em Fogo quando vários soldados da Brigada Militar tentaram interromper a apresentação abaixo de ameaças de prisão e de gritos para intimidar os atores. Nós da Cambada ,em um verdadeiro ato de resistência, levamos a apresentação até o final. Foi quando nos vimos detidos (inclusive uma criança de 11 anos que participa da peça), não poderíamos deixar o local nem poderíamos levar nosso material cênico, caso não nos identificássemos. Fomos levados a delegacia quando ,por sorte, um pedestre se identificou como advogado e nos acompanhou, não sabemos o que seria dentro da delegacia cercados por vários policiais sem este advogado que apenas passava e resolveu não ficar calado diante de tão absurda atitude dos soldados. Um deles argumentou que um dos motivos que os fizeram tentar parar a peça foi o que "algumas pessoas não estavam gostando".



Depois de algum tempo de discussão dentro da delegacia, fomos identificados e liberados. Esta intervenção da Brigada Militar desrespeita o Artigo 5º da Constituição Federal de 1988 que diz:






"É LIVRE A EXPRESSÃO DA ATIVIDADE INTELECTUAL, ARTÍSTICA, CIENTÍFICA E DE COMUNICAÇÃO INDEPENDENTEMENTE DE CENSURA OU LICENÇA"

Este foi mais um ato estúpido, inexplicavel e inconstitucional da polícia.


Árvore em Fogo é um alerta para a necessidade de Liberdade. Junto com Brecht a Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta FavelA...afirma:
DE HOJE EM DIANTE TEMEREMOS MAIS A MISÉRIA QUE A MORTE!!

ESTAÇÃO FERRINHO 47 ANOS

ESTAÇÃO FERRINHO 47 ANOS
DE 03 A 07 DE NOVEMBRO
NO FERRINHO, AV. DONA TEODORA, 1250, HUMAITÁ
ENTRADA FRANCA

Programação cultural celebra os 47 anos do Grêmio Esportivo e Cultural Ferrinho

Para comemorar mais um aniversário do Grêmio Esportivo e Cultural Ferrinho, o Grupo Trilho de Teatro Popular promove entre os dias 03 e 07 de novembro o eventoEstação Ferrinho 47 anos. Estão programados espetáculos de teatro e de música abertos à comunidade, representando mais uma vez a importância de sua existência.
Inaugurado em 1963, o Ferrinho fica a cada dia mais cheio de vida. Começou Ferrovia e resistindo ao tempo, hoje representa tanto a memória como o futuro da comunidade do Humaitá, além de abrir seu horizonte a novos parceiros por toda Porto Alegre. A manutenção das atividades do Ferrinho possibilita fazer arte e fruir arte, além de proporcionar diálogo e construção, com toda a rica e histórica bagagem do trabalhador ferroviário.
Na Estação contaremos com a presença de grupos e companhias que ao longo da trajetória do Ferrinho ajudaram, com sua atuação cultural, a concretizar essa história de lutas e conquistas.

DIA 03/11 QUARTA-FEIRA 20 HORAS

“E se ÀFRICA?” Navegando em África de nossos ancestrais, remamos com contos que retratam questões como solidariedade, respeito e amor. Contos que encantam, ligados ao universo das águas. Seja rio, mar ou chuva, buscam-se pequenas gotas da afro-brasilidade através de narrativas de orixás. De forma sensível, usando recursos vocais e expressivos, o público é convidado a ver, ouvir e pensar em quantas Áfricas podemos nos banhar.
Os contos são interpretados pela atriz Josiane Acosta, licenciada em TEATRO pela UFRGS, sob direção e composição musical de Toni Edson licenciado no mesmo curso pela UDESC e Mestre em Literatura brasileira pela UFSC. Um trabalho composto de mosaico cultural experimentado em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e na Bahia.


DIA 04/11 QUINTA-FEIRA 15 HORAS

“João Jiló” João Jiló era um homem malcriado e teimoso, certo dia resolve sair para caçar passarinhos, até que encontra um diferente dos outros e decide caçá-lo. Mas o que João Jiló não esperava, achar um passarinho encantado que viesse ensinar-lhe uma lição.
Com interatividade e diversão as crianças refletem sobre o amor à natureza e respeito ao próximo. Atuação de Marcelo Militão e Mariana Abreu. Espetáculo da Cia. TIA (Teatro Ideia Ação).


DIA 04/11 QUINTA-FEIRA 20 HORAS

“O Menino Chorou” Performance que associa a cultura da capoeira integrada a encenação e a dança. Durante a realização da roda a protagonista encara o público e o faz refletir sobre o nascimento de um negro guerreiro retirado de sua mãe ao nascer até a história da capoeira.
Fundamentado no contexto escravocrata brasileiro e no surgimento da manifestação Popular. Retrata o preconceito as mulheres nesse período histórico que jamais deverá ser esquecido por nós.


DIA 04/11 QUINTA-FEIRA 20 HORAS E 30 MINUTOS

“Mercado do Gozo” Na condição de figurantes de um filme e da história como um todo, os espectadores acompanham a difícil construção de uma figura de herdeiro burguês, que aprende, a golpes de drogas, experimentos eróticos e bons exemplos de outros empreendedores a tomar conta de seus interesses. Texto de Sérgio Carvalho da Cia do Latão.
O espetáculo faz parte do projeto Teatro como Instrumento de Discussão Social desenvolvido pelo Ói Nóis Aqui Traveiz desde 2003 no Ferrinho.


DIA 05/11 SEXTA-FEIRA 20 HORAS

“A Decisão” A Decisão é um espetáculo de teatro dialético, dinâmico e com musicalidade envolvente, que mostra o retorno a Moscou de quatro Agitadores exigindo uma sentença ao Coro do Partido. Durante o espetáculo são narradas as situações ocorridas na revolução da China que levam a execução do Jovem Camarada, mostrando que os objetivos e interesses dele são os mesmos do partido, porém suas práticas não.
Os pontos de vista são vários e o espetáculo nos coloca conflitos e paradoxos que são gerados por essa relação entre indivíduo e coletivo. O público, disposto em arena total, é convidado a refletir segundo a sua visão. Espetáculo do Grupo Trilho de Teatro Popular.


DIA 06/11 SÁBADO 18 HORAS

“ESTACÃO DESCENTRALIZADA: Teatro Popular (?)” Bate-papo com o deputado estadual Raul Carrion, o professor de teatro da UERGS Carlos Mödinger, o coordenador de artes cênicas da Secretaria Municipal de Cultura, Breno Ketzer e os artistas interessados na temática. Após o bate-papo, está programado um coquetel ao som da MPB do Grupo UPA.


DIA 07/11 DOMINGO 20 HORAS

“A História da Tigresa” Conta a homérica história de um soldado chinês que por motivos alheios se separa de sua tropa. Entregue a sua própria sorte, ele se vê obrigado a salvar o único fio de vida que lhe resta. Enfrenta tempestades, avalanches de água, escala montanhas, corre por descampados enormes, sobe encostas, até que encontra uma gruta onde pode se abrigar. Entretanto, ali também é morada de uma tigresa e seus filhotes. Surpreendentemente ele não vira comida de tigres. Ao invés disso começa uma relação nada comum entre um homem e um animal. Texto de Dario Fo. Espetáculo da Cia. Destemperados, atuação de Anderson Balhero.


O espetáculo “Árvore em fogo” que saiu no material gráfico dia 07/11 às 16 horas, infelizmente foi cancelado.

Todas as atividades têm entrada franca. Mais informações visite o nosso blog, www.grupotrilho.blogspot.com

Yerma de Federico Lorca sendo apresentada na Terreira da Tribo



Yerma na Terreira da Tribo

Yerma, será apresentada de 1 a 5 de novembro, às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), com entrada franca (distribuição de senhas a partir das 19:30 horas). A encenação criada a partir da peça ¨Yerma¨ de Federico García Lorca faz parte do processo pedagógico da Oficina Para Formação de Atores da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo. “Yerma” integra a Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz: Jogos de Aprendizagem – 2010. A Mostra participa do Projeto Teatro Como Laboratório Para Imaginação Social que tem o patrocínio do Instituto Votorantim. Ói Nóis Aqui Traveiz: Jogos de Aprendizagem é uma mostra das encenações teatrais criadas nesse ano nas oficinas da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo.

Yerma foi escrita em 1934 e apresentada pela primeira vez no mesmo ano. É uma obra popular de caráter trágico, ambientada em Andaluzia, no início do século XX. Conta a história de um casal que segue, segundo as tradições de sua comunidade, as prescrições cotidianas do casamento – o homem empenha-se no trabalho junto ao gado e no cuidado com a terra, a mulher cuida da casa e do bem-estar do marido. Yerma deseja, como única condição de felicidade, ter um filho; no entanto, o tempo passa, a gravidez não vem e o desejo de outrora vai dando lugar à frustração. Mais do que a questão da esterilidade ou da maternidade frustrada, o que está superiormente expresso em termos poéticos e simbólicos em Yerma é a tragédia de todos os que não conseguem realizar a sua plenitude vital ou que vêem definhar o seu potencial criativo, em razão da ignorância, do preconceito, da repressão ou das forças desencontradas do destino. O autor Federico García Lorca (1898-1936) nasceu na região de Granada, na Espanha, e levou para sua poesia muito da paisagem e dos costumes de sua terra natal. Lorca é considerado um dos mais importantes escritores modernos de língua espanhola. Por meio de sua poesia identificou-se com os mouros, os judeus, os negros e os ciganos, alvos de perseguições ao longo da História de sua região. Em 1920 estreou no teatro com a peça “O Malefício da Mariposa”. Em 1931, criou a “La Barraca”, companhia teatral ambulante que percorria as aldeias de todo o país encenando autores clássicos espanhóis como Lope de Vega e Cervantes. Tornou-se um grande dramaturgo e criou peças que ficaram conhecidas no mundo inteiro. Entre suas obras mais encenadas estão “Bodas de Sangue”, “Yerma” e “A Casa de Bernarda Alba”. Jamais deixou de manifestar aversão ao fascismo. Em 1936, ano da eclosão da Guerra Civil Espanhola, García Lorca foi preso. Fuzilado por militantes franquistas, tornou-se símbolo da vítima dos regimes autoritários.

A adaptação da peça ´Yerma´, de García Lorca, foi realizada pelos oficinandos da Formação de Atores da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo com coordenação de Tânia Farias, Paulo Flores e Clélio Cardoso. No elenco de ¨Yerma¨ estão os oficinandos Anelise Vargas , Eduardo Cardoso, Aline Ferraz, Roberto Corbo, Raquel Zepka , Caroline Vetori , Letícia Virtuoso e Sandra Steil . A operação de luz é de Geison Burgedurf e a operação de som é de Camila Afonso de Almeida.

domingo, 26 de setembro de 2010

NÓS..















ALÉM DE APRESENTARMOS, OUVIMOS AS HISTÓRIAS CONTADAS PELOS E PELAS QUILOMBOLAS

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APRESENTAMOS O "FRAGMENTO ZUMBI" NA FESTA DO QUILOMBO DO SIL



Dia 25/09/10 apresentamos, o que chamamos carinhosamente, de Fragmento Zumbi, no Quilombo da Familia Silva. Dia em que se comemorou 1 ano da Titulação das terras da Familia Silva. Conquista realizada através da luta dos quilombolas para que o estado brasileiro reconhecesse seu terreno como sendo legitimo e de valor cultural e histórico para a sociedade brasileira. A luta dos quilombolas ocorre pelo fato de perseguições policiais aos moradores do terreno, bem como à ações de tentativa de despejo realizada pelo fenomemo social especulação imobiliária, uma vez que o Quilombo da Familia se encontra na zona onde o metro quadrado é o mais caro de Porto Alegre (bairro Tres Figueiras). Diante de toda essa situação estivemos presentes compondo com a Familia Silva a luta pela dignidade, respeito contra a impunidade, racismo que são marcas tão presentes na história do Brasil (e do mundo)

VIDA LONGA AO QUILOMBO DA FAMILIA SILVA! VIDA LONGA A LUTA PELA DIGNIDADE CONTRA A MISÉRIA E OPRESSÃO DOS POVOS!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

apresentação na TERREIRA DA TRIBO DE 20 A 25 DE AGOSTO DA PEÇA "WOYZECK"

Woyzeck na Terreira da Tribo

O ¨Exercício Cênico: Woyzeck¨ será apresentando de 20 a 25 de agosto, às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), com entrada franca (distribuição de senhas a partir das 19:30 horas). A encenação criada a partir da peça ¨Woyzeck¨ de Georg Büchner faz parte do processo pedagógico da Oficina Para Formação de Atores da Escola de Teatro da Terreira da Tribo. O ¨Exercício Cênico: Woyzeck¨ abre a Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz: Jogos de Aprendizagem – 2010. A Mostra faz parte do Projeto Teatro Laboratório Para Imaginação Social que tem o patrocínio do Instituto Votorantim. Ói Nóis Aqui Traveiz: Jogos de Aprendizagem é uma mostra das encenações teatrais criadas nesse ano nas oficinas da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo.

Georg Büchner (1813-1837) foi o precursor do teatro dialético e do teatro da crueldade. Escrita na agitada década de trinta do século dezenove, Woyzeck revela um universo de torturados personagens que vivem num tempo paradoxalmente histórico e absurdo. Woyzeck é uma peça que se considera inacabada; publicada e encenada postumamente, e dita “um fragmento”. Na peça, Woyzeck, um pobre soldado, submisso, que tem uma mulher, Marie, a quem ama e com quem tem um filho, está sendo submetido por um Médico a uma experiência científica: há três meses recebe para comer apenas ervilhas. O protagonista, enfraquecido, é submetido a toda sorte de humilhações, enquanto Marie, revoltada com a sua pobreza, trai o marido com um militar. Woyzeck, impotente para matar o rival, mata a amada. A trama é extremamente simples, mas o peso e o significado do trágico crescem a cada momento, investigados com o corajoso bisturi de um poeta genial debruçado na implacável tarefa de pesquisar o terror cotidiano de um pobre soldado, vítima da sociedade civil e militar, que o transforma em um ser passivo e oprimido. Em Woyzeck, Büchner transforma o povo em protagonista e materializa sua problemática, utilizando a aparente narrativa de um trágico crime passional cometido por um indivíduo psiquicamente desequilibrado numa contundente denúncia da injustiça e do caráter desumano e opressor de um sistema social.

A adaptação da peça Woyzeck, de Georg Büchner, foi realizada pelos oficinandos da Formação de Atores da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo com coordenação de Tânia Farias, Paulo Flores e Clélio Cardoso. No elenco do ¨Exercício Cênico: Woyzeck¨ estão os oficinandos Pascal Berten, Paola Mallmann, André de Jesus, Geison Burgedurf, Gustavo Machado de Araújo, Jones Fabiano Sant´Anna, Sônia Guasque, Camila Afonso de Almeida, Cléber Vinícius dos Santos e a participação especial do atuador Eugênio Barboza. A operação de luz é de Letícia Virtuoso e a operação de som de Carol Vetori.

Contatos:
Paula Carvalho[/b]
paula.terreira@gmail.com
(51) 8417 93 10

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
oinois@terra.com.br
(51) 3286 57 20 / 9999 45 70